Intercâmbio de Jovens - Luiza Antonia Kleinibing
Postado em: 09 de Março de 2019 por Rotary Club de Cascavel-Leste
Intercâmbio de Jovens do Rotary International promove a paz por meio de cada participante! O intercâmbio muda muita coisas na vida de um intercambista, como? Maneira de pensar, de sentir, de enxergar outras pessoas e culturas. Há intercambistas que brincam que um “novo eu” nasce após pisar em terras internacionais.
Para entender a magia que envolve morar e estudar fora do Brasil por um período, a Luiza Antonia Kleinibing nós relatou como está sendo seus 06 meses na Turquia: O tempo voa e os doce 6 meses chegam... Quando você está em um ambiente diferente, o tempo se torna paradoxal, você o sente correndo às pressas ao mesmo tempo que carrega a sensação que fez mais coisas do que pode lembrar. É aquela velha história do intercâmbio não ser um ano na sua vida, mas uma vida no seu ano. Cheguei na Turquia em 26 de agosto, fui recebida com muito amor por minha primeira família, com eles caminhei em passos lentos para minha adaptação: comer azeitonas, pepino e tomate no café da manhã, pular o almoço, comer peixe e frutos do mar todos os dias, pão? Dos mais variados. Considerar 12:00 como manhã, aprender sobre o Atatürk em todos os lugares, passar por inúmeras celebrações e ouvir o chamado das mesquitas 5 vezes ao dia. Mas além de aprender aspectos físicos e psicológicos, eu cresci, fiz amigos, memórias e passei por perrengues que me fizeram amadurecer mais do que posso expressar. A Turquia me mudou e me mostrou que aqui sempre foi meu lugar. Atualmente estou em minha segunda família, faltando 3 meses para retornar, e a cada dia meu coração já aperta com o medo de ir embora e deixar tudo que tanto amo aqui para trás. Apesar de morar há uma hora da primeira casa, toda semana estou lá para ver minha família, família essa que não precisou de laços consanguíneos para que eu chamasse de minha, nosso amor cresceu diretamente no coração. Sai do Brasil com medo de deixar minha família biológica pra trás e fui presenteada com mais duas, três, quatro, porque cada pessoa que encontrei e encontro na minha jornada tem um peso especial em minha vida.
Aqui andei de balão, visitei ruínas, respirei toda a história antiga e linda que a Turquia tem, fui à mesquitas, aprendi a língua, fiz amigos em situações inusitadas e conheci mais sobre o mundo do que já mais poderia se estivesse continuado onde estava, e intercâmbio é sobre isso, dar um passo rumo ao desconhecido e abraçar cada coisinha nova que acontece, mas ao final do dia ser recompensado com todo aprendizado, felicidade e memórias maravilhosas que fazemos. Meus seis meses são uma variedade de risos, choros de saudade, imersão cultural maravilhosa e a lição de que nossa casa é aonde quer que nosso coração esteja. E o meu está em vários lugares, dividido e levado em pedacinhos por cada pessoa que deixei para trás e que em três meses irei também. Nessa parte de minha aventura todos os lugares já me são familiares, as pessoas são conhecidas e a cidade já é minha. Como eu nascida em uma cidade de 300 mil habitantes moro há seis meses em uma com 4 milhões e ainda sim posso dizer que as duas são meu lar? É um sentimento que só quem vive um intercâmbio pode explicar. Entretanto minha jornada não foi só emocional mas também política e social, estabeleci contatos, conheci pessoas diferentes em essências que me ensinaram que todos têm o que ensinar e aprender, experienciei em primeira pessoa que há pobreza e injustiça em qualquer lugar do mundo e que pessoas boas estão dispostas a mudar isso, o Rotary elevou a humanidade ao distribuir empatia, ajuda e estender a mão à aqueles que mais precisam, e vi isso acontecer não só em meu próprio clube no Brasil como aqui na Turquia.
Aceitar o desafio que é o intercâmbio é entender que nenhuma cultura é pior que a outra, que as diferenças são apenas isso, diferenças, abrir os braços e mergulhar sem preconceitos e julgamentos em uma nova sociedade, amar tanto as famílias que te recebem que é inconcebível pensar em deixá-las para trás, encontrar pessoas de almas parecidas com a sua e fazer o possível para ajudar e acrescentar algo ao caminho delas também.
Todas as pessoas deviam ter a oportunidade de vivenciar isso, e é por isso que sou eternamente grata aos meus pais por terem permitido e ao Rotary por tornar isso realidade, ser um embaixador da paz é levar nossa luz brasileira de amor ao todos os cantos do mundo.






